Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele.

Carl Rogers

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

VOLTA ÀS AULAS APRENDIZAGEM UMA REFLEXÃO ROGERIANA



      VOLTA ÀS AULAS
                                                         APRENDIZAGEM  - UMA REFLEXÃO ROGERIANA


Nesta semana com o retorno às aulas, duas pessoas muito especiais para mim estão iniciando uma nova fase da vida, a do ensino formal.Serão alfabetizados a partir deste ano.
Diante da correria de tantas novidades, da escola, amigos e professores novos, me peguei pensando sobre o novo universo que será descortinado. Como daqui para frente seus conceitos e a forma de ver e viver o mundo será modificado.
E isso me fez refletir sobre o que a escola e a sociedade esperam destes pequenos estudantes, além das atividades, do rendimento e do incrível "jogo do silencio"experimentado por um deles e descrito a mim.
Diz-se da aprendizagem de uma maneira genérica que “há aprendizagem quando um organismo colocado várias vezes na mesma situação, modifica sua conduta de maneira sistemática e duradoura” (Reuchlin – in Gobbi 2005).
Claro que há várias outras formas de definir aprendizagem, umas abordam as teorias experimentais do comportamento e outras, variáveis tais como:  memória, motivação e cognição.
Para Rogers a visão de aprendizagem dever ser holística, ou seja, o indivíduo aprende como um todo, respondendo aos estímulos do ambiente, com a cognição e com o sentimento. A valorização do desejo de aprender, de compreender aquilo que é significativo para o “eu”, naquele momento, esse desejo deve ser estimulado e não moldado.
Para tanto a aprendizagem dever ser espontânea e ocorrer quando a pessoa sentir que aquilo que vai se aprendido está relacionado com suas necessidades e seu próprio desenvolver.
Rogers define dois tipos de aprendizagem: uma “não-significativa”, ou seja, composta de conteúdos destituídos de significado para o sujeito que aprende, que foca apenas os aspectos cognitivos; e a aprendizagem “significativa”, ou experiencial. Descrita como a aprendizagem que contem a qualidade de um envolvimento pessoal, neste caso toda a pessoa, em seus aspectos sensíveis e cognitivos, estão incluídos no fato da aprendizagem.
 É uma aprendizagem auto iniciada. “Mesmo quando o estímulo ou” o primeiro impulso vem de fora, o sentido da descoberta, do alcançar, do captar e do compreender vem de dentro, é penetrante, e por este efeito opera uma modificação no comportamento, nas atitudes e talvez em alguns casos na personalidade daquele que aprende.
Em uma visão rogeriana, o importante é facilitar a mudança e a aprendizagem, o único individuo que se educa é aquele que aprendeu a aprender. Portanto a facilitação da aprendizagem seria o fim da educação em si, ou próprio processo de “tornar-se pessoa” em educação. Para que este processo ocorra, as mesmas qualidades necessárias para o processo psicoterápico devem estar presentes: autenticidade, compreensão empática e aceitação, apreço ou confiança.
O que Rogers propõe seria um modelo de aprendizagem democrático participativo, envolvente, engajado, centrado nas necessidades do próprio sujeito. “ensino centrado no aluno”.
Rogers enfatiza ainda que há necessidade de uma pré-condição para os representantes de autoridade (educadores), estes devem ser suficientemente seguros interiormente e em seus relacionamentos pessoais de modo a confiarem na capacidade das outras pessoas de pensar, sentir e aprender por si mesmas. Quando existe esta pré-condição, é bem possível que a aprendizagem possa ser efetiva.
Na pedagogia rogeriana, o principio norteador é que não se pode diretamente ensinar a pessoa, mas sim facilitar-lhe a aprendizagem, e para isso alguns princípios devem ser enfatizados.
- Toda pessoa tem um potencial natural para aprender, todas são curiosas.
- A aprendizagem significativa ocorre quando envolve o individuo.
- Em um modelo de ensino centrado na pessoa, a partir de um clima facilitador, o próprio indivíduo se faz, se realiza, torna se ele mesmo.
- Os facilitadores da aprendizagem podem e devem compartilhar a responsabilidade da educação com o educando.
Partindo destes princípios, a tendência é que a aprendizagem vivida nesta atmosfera se desenvolva rápida, penetrante e profundamente, do que a vivida no modelo tradicional. Dado que a direção é “auto escolhida” e todos tendem a se comprometer no processo de maneira global.
Espero profundamente que meus pequenos, encontrem em sua vida, educadores que respeitem suas ideias, necessidades e cultura e que assim sejam felizes nesta nova etapa.
Boa sorte queridos!!!

Bibliografia – Gobbi – Noções Básica de ACP – 2005.

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