APRENDIZAGEM - UMA REFLEXÃO ROGERIANA
Nesta semana com o retorno às
aulas, duas pessoas muito especiais para mim estão iniciando uma nova fase da
vida, a do ensino formal.Serão alfabetizados a partir deste ano.
Diante da correria de tantas novidades, da escola, amigos e professores novos, me peguei pensando sobre o novo universo que será descortinado. Como daqui para frente seus conceitos e a forma de ver e viver o mundo será modificado.
Diante da correria de tantas novidades, da escola, amigos e professores novos, me peguei pensando sobre o novo universo que será descortinado. Como daqui para frente seus conceitos e a forma de ver e viver o mundo será modificado.
E isso me fez refletir sobre o
que a escola e a sociedade esperam destes pequenos estudantes, além das atividades, do rendimento e
do incrível "jogo do silencio"experimentado por um deles e descrito a mim.
Diz-se da aprendizagem de uma
maneira genérica que “há aprendizagem quando um organismo colocado várias vezes
na mesma situação, modifica sua conduta de maneira sistemática e duradoura” (Reuchlin
– in Gobbi 2005).
Claro que há várias outras formas
de definir aprendizagem, umas abordam as teorias experimentais do comportamento
e outras, variáveis tais como: memória, motivação e cognição.
Para Rogers a visão de
aprendizagem dever ser holística, ou seja, o indivíduo aprende como um todo,
respondendo aos estímulos do ambiente, com a cognição e com o sentimento. A
valorização do desejo de aprender, de compreender aquilo que é significativo
para o “eu”, naquele momento, esse desejo deve ser estimulado e não moldado.
Para tanto a aprendizagem dever
ser espontânea e ocorrer quando a pessoa sentir que aquilo que vai se aprendido
está relacionado com suas necessidades e seu próprio desenvolver.
Rogers define dois tipos de
aprendizagem: uma “não-significativa”, ou seja, composta de conteúdos
destituídos de significado para o sujeito que aprende, que foca apenas os
aspectos cognitivos; e a aprendizagem “significativa”, ou experiencial.
Descrita como a aprendizagem que contem a qualidade de um envolvimento pessoal,
neste caso toda a pessoa, em seus aspectos sensíveis e cognitivos, estão
incluídos no fato da aprendizagem.
É uma aprendizagem auto iniciada. “Mesmo
quando o estímulo ou” o primeiro impulso vem de fora, o sentido da descoberta,
do alcançar, do captar e do compreender vem de dentro, é penetrante, e por este
efeito opera uma modificação no comportamento, nas atitudes e talvez em alguns casos
na personalidade daquele que aprende.
Em uma visão rogeriana, o
importante é facilitar a mudança e a aprendizagem, o único individuo que se
educa é aquele que aprendeu a aprender. Portanto a facilitação da aprendizagem
seria o fim da educação em si, ou próprio processo de “tornar-se pessoa” em
educação. Para que este processo ocorra, as mesmas qualidades necessárias para
o processo psicoterápico devem estar presentes: autenticidade, compreensão
empática e aceitação, apreço ou confiança.
O que Rogers propõe seria um modelo
de aprendizagem democrático participativo, envolvente, engajado, centrado nas
necessidades do próprio sujeito. “ensino centrado no aluno”.
Rogers enfatiza ainda que há
necessidade de uma pré-condição para os representantes de autoridade
(educadores), estes devem ser suficientemente seguros interiormente e em seus
relacionamentos pessoais de modo a confiarem na capacidade das outras pessoas
de pensar, sentir e aprender por si mesmas. Quando existe esta pré-condição, é
bem possível que a aprendizagem possa ser efetiva.
Na pedagogia rogeriana, o
principio norteador é que não se pode diretamente ensinar a pessoa, mas sim
facilitar-lhe a aprendizagem, e para isso alguns princípios devem ser enfatizados.
- Toda pessoa tem um potencial
natural para aprender, todas são curiosas.
- A aprendizagem significativa
ocorre quando envolve o individuo.
- Em um modelo de ensino centrado
na pessoa, a partir de um clima facilitador, o próprio indivíduo se faz, se realiza,
torna se ele mesmo.
- Os facilitadores da
aprendizagem podem e devem compartilhar a responsabilidade da educação com o
educando.
Partindo destes princípios, a
tendência é que a aprendizagem vivida nesta atmosfera se desenvolva rápida,
penetrante e profundamente, do que a vivida no modelo tradicional. Dado que a
direção é “auto escolhida” e todos tendem a se comprometer no processo de
maneira global.
Espero profundamente que meus
pequenos, encontrem em sua vida, educadores que respeitem suas ideias,
necessidades e cultura e que assim sejam felizes nesta nova etapa.
Boa sorte queridos!!!
Bibliografia – Gobbi – Noções
Básica de ACP – 2005.
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