A aplicação de um questionário para identificação das
dificuldades de comunicação de crianças autistas, desenvolvido pelas pesquisadoras
Juliana Izidro Balestro e Fernanda Dreux Miranda Fernandes para auxiliar pais e
cuidadores, encontrou diferenças na percepção e atitude de pais de crianças do
espectro do autismo e de crianças sem queixa de linguagem, em relação às
dificuldades de comunicação com seus filhos.
O questionário foi criado para a pesquisa “Questionário
sobre dificuldades comunicativas percebidas por pais de crianças do espectro do
autismo”, das qual participaram 40 pais, 20 pais de crianças do espectro do
autismo e 20 pais de crianças sem queixas de linguagem. Foi calculado o nível
de concordância das questões e os resultados dos grupos foram comparados entre
si.
O questionário é dividido em quatro partes: a primeira é
referente à impressão dos pais e/ou cuidadores sobre eles próprios em relação a
seus filhos, a segunda engloba a percepção dos pais em relação à aceitação das
pessoas para com seus filhos, a terceira, a atitude dos pais e/ou cuidadores
com seus filhos, e a quarta, a impressão dos pais e/ou cuidadores em relação
aos seus filhos.
O questionário traz 25 questões, 24 fechadas, contemplando
os quatro domínios, e uma aberta, onde há espaço para que os pais e/ou
cuidadores relatem algo relevante para eles e que não tenha sido perguntado.
As pesquisadoras destacam que as alterações de comunicação
em indivíduos do espectro do autismo variam entre a ausência de fala em
crianças com mais de três anos, a presença de características peculiares, como
ecolalia, inversão pronominal, discurso descontextualizado, ausência de
expressão facial e até o desaparecimento repentino da fala. “Essas alterações
aparecem na literatura como uma das primeiras preocupações dos pais dessas
crianças”, afirmam.
Outra questão fundamental nos distúrbios do espectro do autismo,
de acordo com o estudo, é a percepção dos pais com relação à aceitação de seus
filhos por outras pessoas. “Estudos revelam que a estigmatização pode levar à
depressão, à auto- estima reduzida e ao isolamento social”.
Confira a pesquisa completa em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000300008&lng=pt&nrm=iso
Nenhum comentário:
Postar um comentário