O zika vírus ganhou relevância no debate público e em fevereiro foi
considerado uma emergência global pela Organização Mundial da Saúde, em função
da associação entre a presença do vírus em gestantes e a síndrome congênita em
recém-nascidos, cuja manifestação mais evidente em um primeiro momento era a
microcefalia.
Embora as mulheres estejam no centro da epidemia de zika, suas demandas
e direitos estão fora do foco principal do debate público. Ante essa lacuna e a
urgência na garantia de direitos, o Instituto Patrícia Galvão realizou duas
pesquisas de opinião – uma qualitativa e outra quantitativa – para mapear como
as mulheres grávidas têm lidado com o vírus zika, buscando trazer suas
perspectivas para o centro da discussão sobre as políticas públicas de saúde,
planejamento familiar e saneamento básico.
A pesquisa quantitativa, realizada em julho pelo Instituto Patrícia
Galvão, em parceria com o aplicativo
BabyCenter e o instituto de pesquisa Locomotiva, obteve respostas de
3.155 usuárias que se encontravam grávidas ao responder o questionário. O
projeto contou com apoio da ONU Mulheres e da Fundação Ford.
Lançada no dia 02 de agosto, na Fiocruz, no Rio de Janeiro (RJ), as
pesquisas repercutiram na imprensa brasileira e trouxeram a voz das mulheres
neste momento de emergência pública de saúde no Brasil e no mundo.
Acesse a pesquisa: http://agenciapatriciagalvao.org.br/wp-content/uploads/2016/08/Apresentacao-
fonte http://www.inclusive.org.br/arquivos/29630
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