Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele.

Carl Rogers

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O que Neurociência?

Fonte:
http://neurosaber.com.br/artigos/o-que-e-neurociencia/

Você saberia dizer o que é a neurociência? Se não, você provavelmente já escutou esta palavra, correto? Embora este campo do conhecimento seja mencionado nos noticiários após a divulgação de um estudo, a maioria esmagadora das pessoas não sabe explicar o que a neurociência significa de fato, mas não precisa se culpar porque realmente não é algo fácil de conceituar. No entanto, mostraremos tudo (ou quase tudo) de forma bem tranquila para que você entenda.
Resposta resumida
Neurociência consiste no estudo sobre o sistema nervoso e suas funcionalidades, além de estruturas, processos de desenvolvimento e alguma alteração que possa surgir no decorrer da vida. É uma análise minuciosa sobre o que manda e desmanda em nossa vida.
Resposta mais detalhada
Depois de explicar em poucas linhas, agora falaremos sobre a neurociência em sua versão mais aprofundada. É importante adiantar que esta área de estudo trabalha com três elementos, a saber: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Mas por quê? Porque o sistema nervoso é algo complexo a quem se destina a estudá-lo a fim de desenvolver pesquisas para algum conhecimento científico ou voluntário. Sendo assim, é preciso separar por partes para que haja uma divisão que vise à facilidade de assimilação dos profissionais e estudiosos.
No entanto, a separação da neurociência não é só a que foi citada acima, pois é necessário dividir os campos que especificam a complexidade do sistema nervoso.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
Quais são esses campos?
– Neuropsicologia: esta parte estuda a interação que há entre as ações dos nervos e as funções ligadas à área psíquica.
– Neurociência cognitiva: este campo foca na capacidade cognitiva (conhecimento) do indivíduo, como o raciocínio, a memória e o aprendizado.
– Neurociência comportamental: quem segue esta linha procura estabelecer uma ligação entre o contato do organismo e seus fatores internos (emoções e pensamentos) ao comportamento visível, como a forma de falar, de se postar e até mesmos os gestos usados pela pessoa.
– Neuroanatomia: uma das partes mais complexas da neurociência, ela tem por objetivo compreender toda a estrutura do sistema nervoso. Com isso, o estudioso precisa separar o cérebro, a coluna vertebral e os nervos periféricos externos para analisar cada item com muita cautela a fim de compreender a respectiva função de cada parte e nomeá-la.
– Neurofisiologia: por último, mas não menos importante, temos a neurofisiologia, que estuda as funções ligadas às várias áreas do sistema nervoso. 
Neurociência abrange muitas áreas do conhecimento
Como deu para você perceber, a neurociência é um campo de pesquisa de extrema complexidade e está sempre em pauta, em evolução, por se tratar do sistema nervoso e suas implicações na vida de uma pessoa.
A neurociência abrange muitas áreas do conhecimento, a partir do momento em que o cérebro se torna o foco em comum de todas as neurociências; e como tudo em nossa vida se relaciona ao cérebro, essa multidisciplinaridade é plenamente justificável.
Os estudos da neurociência são contínuos e podem revelar alguma descoberta para pesquisadores que desenvolvem máquinas, equipamentos e até mesmo chips para auxiliar algum indivíduo que seja portador de uma limitação física, para citar apenas um exemplo dentre vários.
Há estudiosos também que estudam as funções que o sistema nervoso representa para as atitudes mais básicas do ser humano, como fazer um simples movimento.
Enfim, trouxemos a você um assunto complexo, mas que vale muito a pena conhecer, mesmo que um pouco, para saber que há profissionais em busca do melhor para nossa saúde sempre!


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Entenda o que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)

Entenda o que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)
Agosto de 2016


Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo-Desafiador.

Tal quadro leva a severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu comportamento difícil. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.
Os sintomas podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos. A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.

O tratamento desta condição é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a auto-regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos.


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Estudo Mulheres Grávidas em face da Síndrome Congênita do Zika

grafico que mostra que 90% das mulheres gostariam de ter acesso ao teste da zika. durante a gravidez
O zika vírus ganhou relevância no debate público e em fevereiro foi considerado uma emergência global pela Organização Mundial da Saúde, em função da associação entre a presença do vírus em gestantes e a síndrome congênita em recém-nascidos, cuja manifestação mais evidente em um primeiro momento era a microcefalia.
Embora as mulheres estejam no centro da epidemia de zika, suas demandas e direitos estão fora do foco principal do debate público. Ante essa lacuna e a urgência na garantia de direitos, o Instituto Patrícia Galvão realizou duas pesquisas de opinião – uma qualitativa e outra quantitativa – para mapear como as mulheres grávidas têm lidado com o vírus zika, buscando trazer suas perspectivas para o centro da discussão sobre as políticas públicas de saúde, planejamento familiar e saneamento básico.
A pesquisa quantitativa, realizada em julho pelo Instituto Patrícia Galvão, em parceria com o aplicativo BabyCenter e o instituto de pesquisa Locomotiva, obteve respostas de 3.155 usuárias que se encontravam grávidas ao responder o questionário. O projeto contou com apoio da ONU Mulheres e da Fundação Ford.
Lançada no dia 02 de agosto, na Fiocruz, no Rio de Janeiro (RJ), as pesquisas repercutiram na imprensa brasileira e trouxeram a voz das mulheres neste momento de emergência pública de saúde no Brasil e no mundo.
fonte http://www.inclusive.org.br/arquivos/29630